voltando ao ateliê

essa matriz gravada em meados de 2004 foi reimpressa hoje - 4 anos depois. é uma ponta-seca feita sobre acrílico. é muito bom voltar ao ateliê de gravura, sujar as mãos, passar a tarde inteira resolvendo pressões, gravações, ranhuras, impressões, umidecimentos, secagens... estamos trabalhando toda terça-feira, das 14h às 18h, no núcleo livre oferecido pela professora Edna Goya, na FAV/UFG. e como diz meu amigo André de Miranda, "Viva a Gravura!" :)
gyn - 26/08/08
Escrito por Manoela Afonso às 23h36
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hoje é dia!

todo dia é dia, como diria meu pai, mas hoje é mais dia do que todo dia: dia do homem-exemplo da minha vida!
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"Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo,
E ao beber nem recorda
Que já bebeu na vida,
Para quem tudo é novo
E imarcescível sempre."
(Fernando Pessoa - Ricardo Reis - Sábio é o que se contenta...)
Imagem: em Curitiba, jul/08
Escrito por Manoela Afonso às 01h25
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E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José?
Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José?
E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio — e agora?
Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora?
Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse... Mas você não morre, você é duro, José!
Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, para onde? (drummond) imagem: acrílica sobre papel - gyn/22/08/08
Escrito por Manoela Afonso às 18h57
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retomando...

necessidades pulsam há muito tempo: desenhar, pintar, passar horas absorta dentro de uma folha de papel. agora meu tempo será novamente ocupado dessa maneira: o tempo não será aquele do relógio, mas sim aquele da linha. e podem acreditar: cabe mais tempo na linha do que nos ponteiros indicadores de horas.
Escrito por Manoela Afonso às 00h16
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